Agroeste Sementes, Híbridos e variedades de Soja, Sorgo e Milho
Uma parceria única. Simples assim.

Híbridos Agroeste recomendados para silagem:

AS 1581 - Produção de grãos e silagem proporcionados pela sanidade.

Nosso diferencial está na alta produção de energia

Dentre os alimentos forrageiros disponíveis ao produtor Rural que podem ser conservados (ensilados), temos a silagem de planta inteira de Milho como a mais difundida para alimentação de bovinos de leite e corte, por apresentar uma elevada produção de matéria seca (MS), boa estabilidade na armazenagem em vários tipos de silos, alta palatabilidade, baixo poder tampão e uma excelente fonte de energia (amido).

A importância da silagem de milho em um planejamento forrageiro deve-se à segurança que um alimento conservado de alta qualidade confere a um sistema de produção. Durante o período em que as forrageiras para pastejo ainda estão em plena produção, ocorre uma carência de energia para animais de alta produção e esta deve ser suprida para evitar perda excessiva de peso, baixa produção e queda nos índices reprodutivos.

A silagem de milho de alta qualidade tem o menor custo de energia/kg de matéria seca, desde que colhida com matéria seca acima de 32% (Tabela 1). É o alimento ideal para atender a demanda de forragem e energia nos vazios forrageiros, para a região sul do Brasil, e no período da seca para o centro do país.

Os vazios forrageiros presentes nos períodos de final de verão/início de outono e, na saída do inverno para as regiões mais ao sul do Brasil, apresentam baixa oferta de matéria seca e/ou de qualidade, limitando o potencial produtivo dos animais, reduzindo a renda do produtor e, propiciando baixa de imunidade dos rebanhos o que pode redundar em enfermidades oportunistas. Nas regiões centrais do país, onde ocorre o período da seca e das águas, torna-se interessante um alimento conservado disponível a todo o momento aos animais, reduzindo o estresse de deslocamento em busca de alimento de baixa qualidade e pouca oferta.

Composição média de uma tonelada de Silagem com 32% de umidade.

Dica: A qualidade do volumoso é determinante para a escolha da complementação com o concentrado. A economia que se pode obter na compra de uma ração comercial ou de sub-produtos para uma dieta, deve-se a uma oferta adequada do volumoso e sua qualidade.

Aumento da capacidade de lotação em uma propriedade leiteira utilizando a silagem de milho como volumoso.

Obtêm-se uma “economia” de forragem e melhor aproveitamento de área, quando a silagem participa da dieta de ruminantes. No exemplo acima, onde introduzimos 12 kg de silagem na dieta, a economia de forragem (pasto) permitiria adicionarmos aproximadamente 15 animais em um rebanho de 20 cabeças. Em situação real de campo, uma propriedade com limitação de área para produção de pastagem que utiliza a silagem como fonte de fibra e energia na dieta, teria um aumento de valor de R$ 0,24/animal/dia, ou seja, em 20 animais R$ 4,80/dia no custo de alimentação. Entretanto, quando avaliamos que a economia de forragem (pasto) permitiu ingresso de 15 animais, a oferta de pasto de 420 kg a 0,023/kg/MV temos: R$ 9,66/dia, com resultado positivo de R$ 4,86 (9,66 – 4,80). O aumento de produção pela introdução de mais animais permitiria ainda a elevação de produção de leite e da renda na propriedade.

Em relação ao aproveitamento de área, a silagem de milho como elemento participante do sistema de alimentação, permite uma maior lotação por área sob a mesma produção de matéria seca (MS). No exemplo acima, uma produção de 7.000 kg MS/ha e um período de utilização de 120 dias temos:

  • - No sistema sem silagem uma lotação de 6,6 cab/ha (7.000/8,8 kg MS/cab/dia = 795 kg MS/120 dias = 6,6 cab).
  • - No sistema com silagem obtemos 11,57 cab/ha (7.000/5,04 kg MS/cab/dia = 1.388 kg MS/120 dias = 11,57 cab).

Vejamos então: a silagem permite adicionar aproximadamente 5 cab/ha, onde 20 animais ocupariam 4,4 ha (pastagem temperada com lotação de 4,5 cab/ha), podemos introduzir as 15 cabeças e passarmos a uma taxa de lotação/ha de 8 cabeças/ha.

Orientação agronômica

A época de semeadura afeta o rendimento do milho, devendo ser observada a recomendação para cada região, interferindo dessa forma, tanto na quantidade de matéria seca/ha, bem como, seu valor nutricional.

Os genótipos de milho apresentam respostas diferenciadas à variabilidade ambiental, devido à interação genótipo e ambiente, não havendo independência entre eles. Os híbridos para silagem devem ter a época de semeadura respeitada para que, não havendo adversidades climáticas, possam expressar todo o seu potencial produtivo.

A qualidade da silagem diminui com o atraso da semeadura, e a fibra em detergente neutro (FDN) da silagem dos materiais avaliados até o 20° dia de atraso apresentou FDN baixo, a partir de quando os valores passaram a aumentar. O FDN é inversamente relacionado com a ingestão, assim, quanto maior seu valor, menor ingestão da silagem pelos animais.

Atraso na época de semeadura

A adubação e calagem deve ter como base a análise de solo, devendo-se optar por fertilizantes de qualidade e uma regulagem dos equipamentos para uma adequada distribuição dos fertilizantes.

A densidade de semeadura deve ser de acordo com o ciclo produtivo do híbrido escolhido, fatores de solo e disponibilidade de água. Alguns trabalhos observaram que com a redução no espaçamento ocorre um aumento da produção de matéria seca por hectare (MS/ha) e menores concentrações de: FDN e FDA, hemicelulose, celulose e lignina do caule. É relevante a adoção de espaçamentos mais reduzidos entrelinhas, promovendo dessa forma, uma melhor distribuição das plantas na área.

A escolha de um híbrido de milho para silagem

A escolha de um híbrido de milho para silagem é relevante quando se objetiva um alimento de alta qualidade. Para uma escolha adequada, é necessário ter conhecimento sobre os seguintes critérios:

  1. Produtividade;
  2. Relação entre produção de fibras e de grãos;
  3. Grãos no estádio farináceo;
  4. Tolerância à pragas e doenças;
  5. Boa janela de corte (lenta velocidade de maturação dos grãos);
  6. Teor de FDN e FDA;
  7. Textura do grão.

Guia Técnico de Silagem Agroeste

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